Deixar pessoas que amamos para trás. Deixar fases da vida que vivemos até ontem para trás. Largar, abandonar, desaprisionar. Abdicar do convívio daqueles a quem já estamos acostumados, a quem nos afeiçoamos, em nome de objetivos, suposições, abstrações a serem tornadas palpáveis.
Etapas. Vidas cíclicas. Pouca ou muita idade e uma obrigatoriedade iminente em ir além. Vontade de crescer e de ficar onde está, porque este momento me basta ou não. Não me basta, mas dói dizer adeus.
E no dinamismo da existência, imutáveis são apenas as lembranças: fotografias de sorrisos, gargalhadas, amizades, novas pessoas, experiências e boas histórias para contar de uma época chamada juventude. Jovem irresponsabilidade e seu quase fim me assolam, assustam e entusiasmam! Como eu fui feliz!
E da vida eu quero TUDO, mesmo que para isso seja preciso caminhar por trilhos desconhecidos. Mas não deixo, mesmo assim, de odiar despedidas.
Na minha alegria de viver desmedida, elas me entristecem. Odeio-as.
Larissa B.